Lançamento Eu, "juiz-robô"
R$125,00
Gabrielle Casagrande Cenci é advogada criminalista. Doutoranda e Mestra, com louvor, em Ciências Criminais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com bolsa CAPES em ambos os cursos. Especialista em Direito e Processo Penal pela Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDConst). Graduada em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduanda em Ciências da Computação pela Universidade Estácio de Sá (UNESA). Parecerista da Revista de Estudos Criminais (REC). Coordenadora-Adjunta Regional do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais no Rio Grande do Sul (IBCCRIM/RS) no biênio 2025/2026. Autora de diversos artigos científicos e capítulos de livro em obras nacionais e internacionais.
1. Introdução
2. A inteligência artificial e as novas tecnologias aplicadas ao Direito: a ingenuidade
das tentativas de impedir o futuro
2.1. Sociedade da informação: impactos do panóptico benthamiano e da falácia da dataficação da vida
2.1.1. Século XXI e excesso incompreensível de informações: a desconstituição da fronteira entre público e privado
2.1.2. Big data e “dataficação” da vida: o cotidiano sob a óptica matemática
(e supostamente objetiva) em larga escala
2.2. Inteligência artificial: premissas conceituais a partir do estabelecimento de um
léxico mínimo para embasar a discussão
2.2.1. De “A” a “Z”: algoritmos, modelos e o caminho necessário para encontrar
uma resposta
2.2.2. A conceituação (des)centralizada de “inteligência artificial”
2.2.2.1. Subjetividade do aspecto humano: o jogo da imitação e o modelo cognitivo
2.2.2.2. Objetividade do aspecto racional: as “leis do pensamento” e os
agentes inteligentes
2.2.3. Os tipos de inteligência artificial
2.3. Darwinismo tecnológico: “machine learning” e aprendizado como adaptabilidade
e otimização
2.3.1. Aprendizado de máquina clássico: a (não) intervenção do ser humano no processo de treinamento
2.3.2. Aprendizado de máquina profundo: a rede neural artificial como analogia
ao cérebro humano
3. Robotização do juiz-humano ou humanização do juiz-robô? Um panorama
comparado entre o julgamento biológico e o julgamento tecnológico
3.1. Apesar do cartesianismo: possibilidades de uso do “juiz-robô” na tomada de
decisão a partir do grau de autonomia atribuído à máquina
3.2. Pela desmistificação da inteligência artificial: possível superabilidade dos
obstáculos ao desenvolvimento do “juiz-robô” em uma perspectiva comparada
com o ser humano
3.2.1. Julgamentos tendenciosos: erros cognitivos do raciocínio humano em
paralelo aos erros de funcionamento da inteligência artificial
3.2.1.1. Lado A: as heurísticas, vieses e ideologias humanas
3.2.1.2. Lado B: as heurísticas, vieses e ideologias da máquina
3.2.2. Julgamentos opacos: em busca da abertura da “caixa-preta” do processo
lógico-psicológico (ou algorítmico) da tomada de decisão
4. Garantia da fundamentação da decisão judicial como limitação ao uso da
inteligência artificial como instrumento de apoio à sentença penal
4.1. Delimitação conceitual da dupla funcionalidade da garantia de fundamentação
das decisões judiciais: função política e função processual
4.1.1. Função extraprocessual: prestação de contas do Poder Judiciário à sociedade
e garantia política de legitimação da atividade jurisdicional
4.1.2. Função endoprocessual: explicabilidade das razões decisórias às partes e direito de participação efetiva na construção do provimento judicial
4.2. A sentença penal para além do silogismo: raciocínio lógico, argumentação e interpretação das premissas fáticas e premissas normativas
4.3. Crepúsculo da atividade decisória: uma tentativa de delimitação da possibilidade
de uso da inteligência artificial na decisão judicial de mérito
5. Antes de seguir em direção ao futuro: algumas conclusões (the road so far...)
Referências bibliográficas
Editora: Livraria do Advogado
Isbn:9788595901575
Autor: Gabrielle Casagrande Cenci

